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Como determinar o valor da pensão alimentícia para filhos de mães diferentes

Entenda o valor da pensão alimentícia para 3 filhos de mães diferentes, os critérios judiciais e quando pedir revisão do acordo.

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Thadeu Filipe Silva Félix
Thadeu Filipe Silva Félix

Félix Santos Advogados

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Atualizado

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Entender o valor da pensão alimentícia para três filhos de mães diferentes exige separar renda, necessidades e responsabilidades de cada núcleo familiar.

Resposta rápida

Não existe uma porcentagem única ou um valor automático para a pensão alimentícia de três filhos de mães diferentes. A Justiça analisa as necessidades de cada criança, a renda e o patrimônio de quem paga e a capacidade de contribuição de cada genitor. Como referência jurisprudencial, há decisões que mencionam cerca de 30% a 35% dos rendimentos para três alimentandos, mas esse intervalo não é uma regra legal. A divisão pode ser igual ou diferente quando houver justificativa concreta, como necessidades distintas dos filhos ou capacidades financeiras diferentes das mães. Para chegar a um valor seguro, é importante reunir comprovantes de despesas, renda e obrigações familiares.

Resumo

  • A lei brasileira não estabelece percentual fixo para pensão alimentícia.
  • Para três filhos, há referência jurisprudencial em torno de 30% a 35% dos rendimentos, sem transformar essa faixa em regra automática.
  • Filhos de mães diferentes podem receber valores distintos quando houver justificativa concreta no caso.
  • A renda, o patrimônio, as despesas essenciais e a participação de cada genitor influenciam o cálculo.
  • Mudança relevante nas necessidades dos filhos ou na situação financeira pode justificar ação revisional.
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O que é pensão alimentícia?

Pensão alimentícia é a contribuição destinada a garantir a manutenção de quem não consegue atender sozinho às próprias necessidades, especialmente filhos menores. Ela pode abranger alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário e outros gastos ligados ao desenvolvimento da criança.

Apesar do nome, a pensão não serve apenas para comprar comida. No Direito de Família, alimentos representam tudo o que é necessário para uma vida digna e para o desenvolvimento do filho, dentro das possibilidades econômicas da família. Por isso, a obrigação pode envolver despesas ordinárias e também gastos extraordinários, quando previstos na decisão ou no acordo.

Quando existem filhos de relacionamentos diferentes, a obrigação não desaparece nem deve ser analisada isoladamente em cada processo. A renda disponível precisa suportar todas as responsabilidades familiares, sem que um filho seja colocado em posição inferior por ter nascido em outro relacionamento. Ao mesmo tempo, a igualdade entre os filhos não significa que toda pensão terá necessariamente o mesmo valor.

A contribuição também é responsabilidade de ambos os genitores. A Defensoria Pública de São Paulo informa que os dois devem participar da manutenção dos filhos conforme seus recursos. Assim, a pensão paga pelo pai ou pela mãe não substitui automaticamente a parcela de colaboração de quem mora com a criança, que muitas vezes contribui por meio de cuidados diários, moradia e despesas diretas.

Para uma visão mais ampla sobre direitos, cobrança e organização da obrigação, vale consultar também o conteúdo sobre direitos sobre pensão alimentícia para filhos. A compreensão do conceito ajuda a evitar um erro frequente: tratar a pensão como punição ou como simples divisão matemática da renda. Ela é uma forma de repartir responsabilidades familiares.

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Como é calculado o valor da pensão alimentícia?

O cálculo considera o equilíbrio entre as necessidades de quem recebe e as possibilidades de quem paga, sempre observando a contribuição proporcional dos genitores. Não há percentual legal predefinido para todos os casos.

A Defensoria Pública de São Paulo explica que a Justiça avalia as necessidades do filho e as possibilidades financeiras de quem paga, incluindo rendimentos e bens. Na prática, isso exige olhar para a realidade completa, não apenas para o salário registrado. Rendimentos variáveis, atividade empresarial, patrimônio, despesas comprovadas e padrão de vida podem influenciar a análise.

As necessidades devem ser demonstradas com documentos sempre que possível. Mensalidades, medicamentos, terapias, consultas, transporte, alimentação, aluguel e materiais escolares ajudam a mostrar o custo concreto da manutenção. Para mães atípicas, despesas contínuas de tratamento e adaptações podem ter peso especial, pois não se confundem com gastos eventuais ou supérfluos.

Do outro lado, a pessoa que paga pode comprovar renda líquida, outros dependentes, despesas indispensáveis e obrigações já reconhecidas judicialmente. O objetivo não é retirar do alimentante o necessário para sobreviver, mas também não permitir que uma alegação genérica de dificuldade financeira reduza injustamente a proteção dos filhos.

O número de filhos é um dos fatores considerados pela Justiça. Isso não significa multiplicar uma porcentagem de um único filho por três. O juiz precisa verificar como a renda será distribuída entre todos os dependentes e qual parcela deve ser assumida por cada genitor.

Algumas decisões judiciais usam faixas percentuais como ponto de referência, mas elas não substituem a análise individual. A melhor preparação é montar um quadro claro de receitas e despesas de cada núcleo familiar, separando gastos fixos, extraordinários e despesas diretamente relacionadas à saúde ou à educação.

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Qual o valor da pensão alimentícia para 2 filhos da mesma mãe?

Para dois filhos da mesma mãe, não existe valor automático. A Justiça costuma examinar as necessidades dos dois filhos em conjunto, a renda do responsável e a participação financeira da mãe.

Quando os dois filhos vivem com a mesma mãe, muitas despesas são compartilhadas. Moradia, alimentação da casa, transporte e alguns custos de rotina não precisam ser somados como se fossem totalmente independentes. Já despesas individuais, como medicamentos, terapias, atividades específicas ou necessidades escolares particulares, devem ser identificadas separadamente.

A referência citada pelo Tribunal de Justiça do Piauí menciona, para dois alimentandos, uma faixa em torno de 25% a 30% dos rendimentos. Esse dado pode ajudar a compreender a prática de alguns julgamentos, mas não cria uma tabela obrigatória para todo o país. A renda efetiva, o padrão de vida e a documentação do caso continuam sendo decisivos.

A mãe também participa da manutenção conforme seus recursos. Se ela tem renda maior, pode assumir parcela mais expressiva de determinadas despesas. Se está afastada do trabalho para cuidar de um filho com necessidade especial, esse contexto pode influenciar a avaliação da capacidade contributiva, especialmente quando os cuidados ocupam tempo e geram gastos adicionais.

O pagamento pode ser fixado em dinheiro, complementado por despesas específicas ou organizado com regras para gastos extraordinários. O importante é que a decisão seja suficientemente clara para reduzir conflitos sobre vencimento, reajuste, despesas médicas e comprovantes.

Quem procura estimar o valor para dois filhos deve evitar transportar uma porcentagem vista em outro processo para sua própria situação. O conteúdo sobre como entender o valor da pensão alimentícia para dois filhos pode ser útil como complemento, mas a definição adequada depende da prova do caso concreto.

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Qual o valor da pensão alimentícia para 2 filhos de mães diferentes?

Para dois filhos de mães diferentes, a pensão deve considerar os filhos em conjunto, mas pode ser distribuída de modo igual ou diferente quando houver justificativa concreta. A renda e as necessidades de cada núcleo familiar são determinantes.

A existência de mães diferentes não autoriza automaticamente uma divisão idêntica nem permite que o alimentante escolha pagar menos a um dos filhos por preferência pessoal. O ponto central é a proporção entre necessidades e recursos. Despesas de saúde, educação, moradia e cuidados podem variar entre as crianças, assim como a capacidade financeira de cada mãe.

O Superior Tribunal de Justiça admite que filhos de relacionamentos diferentes recebam valores distintos quando existe justificativa concreta e quando a capacidade contributiva dos genitores é avaliada. O entendimento foi reafirmado em julgamento da Terceira Turma, citado no REsp 1.624.050/MG. Em regra, não se deve fixar obrigação em valor absoluto ou percentual diferente entre os filhos, mas a diferenciação pode ser legítima em situações específicas.

Um exemplo seria a criança que necessita de tratamento contínuo e comprovado, enquanto o outro filho não possui essa despesa. Outro seria o caso em que uma das mães tem maior capacidade econômica e consegue assumir parcela mais ampla da manutenção. Nessa hipótese, o valor pago pelo pai pode ser diferente sem que isso represente, por si só, discriminação entre os filhos.

O STJ também destaca que a contribuição deve observar a proporção dos recursos dos genitores. A igualdade entre os filhos não é um princípio inflexível. Ela seria especialmente questionável se as crianças tivessem as mesmas necessidades essenciais e as mães apresentassem capacidades semelhantes, mas uma delas recebesse vantagem sem justificativa.

Por isso, o processo ou acordo deve explicar a lógica da divisão. Uma porcentagem aparentemente equilibrada pode ser inadequada se ignorar despesas relevantes. Do mesmo modo, valores diferentes podem ser juridicamente coerentes quando sustentados por documentos e por uma comparação honesta entre os núcleos familiares.

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Como é dividida a pensão alimentícia para 3 filhos?

Critérios para divisão entre 3 filhos

A divisão entre três filhos começa pela identificação das necessidades de cada um e pela apuração dos recursos de todos os genitores. Não basta saber quanto o pai recebe. É necessário verificar quanto cada mãe pode contribuir, quais despesas são compartilhadas e quais custos pertencem exclusivamente a determinado filho.

A regra de igualdade deve ser compreendida como proteção contra favorecimentos arbitrários, não como obrigação de reproduzir números sem olhar a realidade. Se os três filhos têm necessidades essenciais semelhantes e as mães têm capacidade contributiva semelhante, uma divisão proporcionalmente igual tende a ser mais defensável. Se existe diferença relevante, a decisão precisa explicar por que o resultado não será idêntico.

Também é importante distinguir despesas ordinárias de despesas extraordinárias. A prestação mensal pode cobrir a rotina, enquanto consultas, tratamentos, cirurgias, medicamentos não fornecidos pelo sistema público ou materiais especiais podem exigir rateio próprio. Para mães atípicas, deixar essa previsão clara evita que todo gasto inesperado se transforme em nova disputa.

A convivência e os cuidados diretos também fazem parte do contexto. Quem oferece moradia, alimentação diária, acompanhamento escolar e cuidados de saúde já participa da manutenção de maneira concreta. Isso não elimina a obrigação financeira do outro genitor, mas ajuda a compreender a repartição real dos encargos.

O STJ reconhece que a fixação diferenciada pode ser justificável quando há avaliação da capacidade de contribuição de cada genitor. A documentação deve mostrar essa diferença com objetividade, evitando argumentos baseados apenas em impressões sobre o padrão de vida da outra família.

Exemplo prático de divisão de pensão

Imagine uma renda líquida mensal do alimentante e três filhos com despesas básicas semelhantes. Uma referência do Tribunal de Justiça do Piauí menciona, para três alimentandos, faixa em torno de 30% a 35% dos rendimentos. Em uma hipótese assim, o percentual global pode ser dividido de forma equivalente entre os filhos, desde que a prova confirme necessidades e capacidades próximas.

Agora imagine que um dos filhos tenha despesas permanentes de tratamento, enquanto os outros dois não tenham custo semelhante. A divisão pode deixar de ser matemática: uma parcela maior pode ser destinada ao filho com gasto comprovado, e os demais podem receber parcelas compatíveis com suas necessidades. Isso não significa que os outros estejam sendo excluídos, mas que a igualdade material exige considerar o custo real de cada cuidado.

Outra possibilidade ocorre quando uma das mães possui renda muito superior à das demais. Como a manutenção cabe aos dois genitores, a mãe com maior capacidade pode assumir parcela maior das despesas daquele núcleo. O pai pode continuar contribuindo, mas a distribuição entre os filhos poderá ser diferente se houver justificativa documentada.

Há precedente citado pelo Scribd em que a pensão para três filhos foi fixada em 60% do salário mínimo, com partes iguais entre eles e adicional de 50% das despesas extraordinárias comprovadas. Esse precedente serve para ilustrar que uma decisão pode combinar valor mensal, divisão individual e participação em gastos fora da rotina. Não deve ser tratado como tabela geral.

O exemplo mostra por que uma conta pronta encontrada na internet não resolve o problema. A pergunta correta não é apenas qual percentual dividir, mas qual conjunto de despesas precisa ser atendido, quanto cada genitor consegue contribuir e como a obrigação será comprovada e executada.

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Qual o valor da pensão alimentícia para 3 filhos?

Para três filhos, a referência citada pelo Tribunal de Justiça do Piauí fica em torno de 30% a 35% dos rendimentos, mas não existe valor fixo nacional. O montante final depende das necessidades dos filhos e das possibilidades de todos os genitores.

A faixa de 30% a 35% pode aparecer em decisões e orientações práticas para três alimentandos, mas não deve ser apresentada como percentual obrigatório. A Defensoria Pública de São Paulo afirma que a lei brasileira não fixa um valor único. O juiz precisa adequar a prestação à realidade comprovada.

Quando os filhos têm mães diferentes, o percentual global pode ser distribuído em partes iguais ou em parcelas diferentes. A divisão igual costuma fazer sentido quando as necessidades essenciais são parecidas e as capacidades das mães também se aproximam. Já a divisão desigual exige uma explicação concreta, como tratamento médico, despesas educacionais específicas ou diferença relevante na participação financeira de cada genitor.

A renda do responsável não é o único elemento. Bens, rendimentos informais, participação em empresas e padrão de vida podem ser analisados, assim como dívidas comprovadas e outras obrigações alimentares. A existência de outros filhos deve ser considerada, mas não funciona como justificativa automática para reduzir a pensão sem prova da efetiva capacidade financeira.

Também é preciso definir se haverá participação em despesas extraordinárias. Uma pensão mensal pode não cobrir um tratamento prolongado ou um gasto médico inesperado. Se a decisão estabelecer como esses custos serão rateados e quais documentos devem ser apresentados, a comunicação entre os responsáveis tende a ser mais objetiva.

A resposta mais segura para o título deste artigo, portanto, é uma faixa de referência acompanhada de análise individual. Quem precisa cobrar, oferecer ou revisar alimentos deve organizar a documentação antes de negociar ou judicializar, porque a qualidade da prova influencia diretamente a adequação do valor.

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Como a renda do pai influencia no valor da pensão?

A renda influencia diretamente a pensão porque o valor deve respeitar a possibilidade de quem paga sem deixar de atender às necessidades dos filhos. A análise pode incluir rendimentos, bens, despesas comprovadas e a capacidade financeira dos outros genitores.

O salário formal é um ponto de partida, não necessariamente o retrato completo da capacidade econômica. Comissão, trabalhos autônomos, distribuição de lucros, aluguéis e patrimônio podem ser relevantes quando demonstrados. Da mesma forma, uma renda bruta não deve ser confundida com o valor efetivamente disponível, especialmente quando há descontos legais e despesas essenciais comprovadas.

A existência de outros dependentes entra na avaliação. Quem sustenta filhos de mães diferentes precisa apresentar a totalidade das obrigações, para que a Justiça enxergue o conjunto da família. O fato de haver várias pensões não autoriza uma redução arbitrária; ele exige distribuição responsável dos recursos disponíveis.

A jurisprudência admite diferenças entre os valores pagos a filhos de relacionamentos distintos quando a capacidade contributiva dos genitores não é igual. Em julgamento divulgado pelo STJ, foi considerada relevante a situação em que uma das mães possuía maior capacidade de contribuição do que a outra. Essa circunstância ajudou a justificar tratamento financeiro diferente entre os núcleos.

Também pode acontecer o inverso: uma mãe sem renda suficiente, responsável por cuidados intensos, pode precisar de maior apoio financeiro do outro genitor. O cuidado não remunerado tem impacto real na organização familiar, embora a decisão dependa das provas apresentadas.

Para idosos aposentados que pagam pensão, o benefício previdenciário deve ser demonstrado com clareza, assim como gastos indispensáveis com saúde e moradia. A aposentadoria não elimina a obrigação, mas a renda limitada e as despesas essenciais podem ser importantes para uma análise proporcional.

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Quando a pensão alimentícia pode ser revisada?

A pensão pode ser revisada quando uma mudança relevante altera as necessidades dos filhos ou a capacidade financeira de quem paga ou de quem contribui. A revisão exige ação revisional de alimentos e prova da mudança.

A revisão não serve para corrigir um simples arrependimento ou para substituir uma negociação informal que não deu certo. É preciso demonstrar que a realidade mudou ou que o valor anterior deixou de refletir a proporção adequada entre necessidades e recursos.

Entre os fatos que podem justificar o pedido estão perda comprovada de renda, aposentadoria, doença incapacitante, aumento expressivo de despesas médicas, mudança nas necessidades educacionais ou surgimento de tratamento contínuo. A chegada de outra obrigação familiar pode ser analisada, mas deve ser acompanhada de prova da capacidade financeira efetiva.

Também pode haver revisão quando o alimentante passa a apresentar padrão econômico incompatível com a renda declarada ou quando a criança assume despesas que não existiam na fixação original. Para mães atípicas, relatórios, recibos, prescrições e comprovantes de terapias podem demonstrar a evolução das necessidades.

O valor não deve ser reduzido, aumentado ou suspenso por decisão unilateral. Se houver acordo, ele precisa ser formalizado de modo adequado. Se não houver consenso, a parte interessada deve buscar a via judicial, preservando os comprovantes dos pagamentos e das despesas.

A revisão pode ser necessária mesmo quando a pensão foi definida para filhos de mães diferentes. Nesse cenário, a análise deve considerar o conjunto das obrigações e evitar que a alteração de um valor desorganize injustamente os demais núcleos.

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Qual o valor da pensão alimentícia 3 filhos salário mínimo?

Não há um valor nacional automático de pensão para três filhos quando o responsável recebe salário mínimo. A Justiça considera as necessidades dos filhos e a possibilidade real de contribuição, e o valor pode ser fixado em percentual, quantia ou combinação com despesas específicas.

A expressão salário mínimo ajuda a identificar a renda de referência, mas não resolve sozinha a conta. Para três filhos, a decisão precisa preservar o sustento de quem paga e atender, na medida possível, as necessidades dos alimentandos. A existência de mães diferentes torna ainda mais importante verificar o que cada núcleo familiar já consegue suportar.

A referência do Tribunal de Justiça do Piauí para três alimentandos menciona uma faixa em torno de 30% a 35% dos rendimentos. Aplicar esse intervalo automaticamente a toda pessoa que recebe salário mínimo seria inadequado, porque a renda disponível pode ser afetada por despesas essenciais, doença, moradia e outras obrigações comprovadas. A faixa é um parâmetro de decisões, não uma regra nacional.

Há também precedente citado pelo Scribd em que três filhos receberam, juntos, 60% do salário mínimo, divididos em partes iguais, com participação adicional de 50% nas despesas extraordinárias comprovadas. O exemplo mostra que decisões podem adotar uma fração do salário mínimo e prever rateio de custos fora da mensalidade. Ele não determina o resultado de outros processos.

Quando a renda é baixa, a participação das mães ganha importância prática. A obrigação é de ambos os genitores, proporcionalmente aos recursos de cada um. A mãe que mantém a casa e presta cuidados diários também contribui, enquanto o outro genitor deve participar dentro de sua capacidade real.

A melhor conduta é reunir comprovantes de renda, aluguel, contas essenciais, despesas de saúde e documentos dos filhos. O Félix Santos Advogados recomenda uma análise individualizada em Direito de Família, com atendimento presencial em Belo Horizonte e região e atendimento online para clientes de todo o Brasil. A orientação adequada ajuda a definir se o caso pede acordo, ação de alimentos ou revisão, sem transformar uma referência genérica em promessa de resultado.

  • estimar a pensão de três filhos de mães diferentes → Reúna comprovantes de renda, despesas dos filhos e capacidade financeira de cada mãe antes de usar qualquer faixa percentual como referência.
  • pedir valores diferentes para filhos de relacionamentos distintos → Demonstre concretamente as diferenças de necessidades ou de capacidade contributiva que justificam a divisão.
  • reduzir ou aumentar uma pensão já fixada → Avalie uma ação revisional e apresente provas da mudança relevante na renda ou nas necessidades.
  • organizar despesas médicas e terapias → Peça que o acordo ou a decisão estabeleça como os gastos extraordinários serão comprovados e rateados.
  • resolver o conflito com mais segurança → Procure orientação individualizada em Direito de Família antes de assinar acordo ou interromper pagamentos.
  • Você é mãe solo ou responsável por filho com despesas contínuas de saúde.: Organize recibos, relatórios e comprovantes de cuidados para demonstrar as necessidades reais do filho.
  • Você paga pensão para filhos de mães diferentes.: Apresente a renda total, as obrigações existentes e os gastos essenciais para buscar uma distribuição proporcional.
  • Você recebe salário mínimo e sustenta três filhos.: Não aceite uma conta automática: avalie a capacidade de todos os genitores e registre as despesas essenciais.
  • O valor definido ficou incompatível com a situação atual.: Verifique a possibilidade de ação revisional antes de reduzir ou aumentar a pensão por conta própria.

Perguntas frequentes

Existe uma porcentagem fixa para três filhos de mães diferentes?
Não. A lei brasileira não define percentual fixo. A Justiça avalia necessidades dos filhos, renda e patrimônio de quem paga e capacidade de contribuição de cada genitor. Há referências jurisprudenciais, mas elas não substituem a análise do caso.
Filhos de mães diferentes devem receber exatamente o mesmo valor?
Não necessariamente. A igualdade é a regra de proteção, mas o STJ admite valores distintos quando houver justificativa concreta, como necessidades diferentes dos filhos ou capacidades financeiras diferentes das mães.
A pensão para três filhos pode ser de 30% a 35% da renda?
Essa faixa é mencionada pelo Tribunal de Justiça do Piauí para três alimentandos, mas não é uma regra nacional. O percentual final depende da prova das necessidades e das possibilidades dos genitores.
Como calcular a pensão de três filhos que recebem salário mínimo?
Não há cálculo automático. Deve-se avaliar a renda disponível, as despesas essenciais de quem paga, as necessidades dos três filhos e a participação financeira das mães. A pensão pode ser combinada com rateio de despesas extraordinárias.
A chegada de outro filho reduz automaticamente a pensão anterior?
Não. A nova obrigação pode ser considerada, mas é necessário demonstrar a capacidade financeira e pedir a revisão pela via adequada. A redução unilateral pode gerar cobrança do valor que deixou de ser pago.
Despesas médicas entram na pensão alimentícia?
Podem entrar na pensão mensal ou ser tratadas como despesas extraordinárias, conforme a decisão ou o acordo. Gastos de saúde devem ser documentados, especialmente quando são contínuos ou relacionados a necessidades específicas.
A mãe que mora com o filho também deve contribuir?
Sim. A manutenção é dever de ambos os genitores, na proporção de seus recursos. A contribuição pode ocorrer por dinheiro, moradia, cuidados diários e pagamento direto de despesas.
Quando pedir revisão da pensão?
Quando houver mudança relevante nas necessidades dos filhos ou na situação financeira de qualquer parte. A revisão deve ser solicitada em ação própria, com documentos que comprovem a alteração.

Glossário

Alimentante
Pessoa obrigada a pagar ou contribuir para a pensão alimentícia.
Alimentando
Pessoa que recebe alimentos, neste tema, o filho beneficiário da pensão.
Capacidade contributiva
Condição financeira de cada genitor para participar da manutenção dos filhos.
Despesas extraordinárias
Gastos fora da rotina mensal, como determinados tratamentos, medicamentos ou despesas médicas comprovadas.
Ação revisional de alimentos
Processo usado para pedir aumento, redução ou adequação da pensão diante de mudança relevante.
Thadeu Filipe Silva Félix

Escrito por

Thadeu Filipe Silva Félix

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